Em 1498 Vasco da Gama descobre a Índia e em 1500 o Brasil é descoberto por Pedro Alvares Cabral.
É com a colonização de países do além-mar que muitos alimentos desconhecidos dos europeus são trazidos para o Velho Mundo.
Um exemplo é o milho.
Hoje em dia o milho é cultivado e consumido em todos os continentes, vendo a sua produção ultrapassada somente pela do trigo e do arroz.
Se é verdade que o milho, cuja origem do nome significa “sustento da vida” era a alimentação base de várias antigas civilizações, ele é hoje em dia convidado de honra em grande parte dos nossos lares.
Algumas das formas mais conhecidas do milho são o milho verde enlatado muito utilizado em salada e sob a forma de cereais matinais ou de xarope de milho utilizado como adoçante.
Mas, se pensa que não consome milho porque não gosta de flocos matinais, desengane-se, pois só uma pequena percentagem da produção de milho é que se destina ao consumo humano. Na sua maioria essa produção destina-se a ração animal e ainda, em pequena percentagem, à indústria como é o caso de produção de etanol.
Olhando para a composição do milho (ver tabela de composição do milho em anexo) e ainda que se perceba que as formas mais consumidas pelo homem já perderam parte dos seus nutrientes, não nos é revelado o actual grande problema do milho: a pesquisa genética.
O milho é a espécie vegetal mais utilizada pelas pesquisas genéticas.
Em 1940, Barbara McClintock ganhou o Premio Nobel da Medicina ao descobrir os “transposons” – genes mutáveis, resistentes a diversos factores, capazes de danificar o genoma da célula hospedeira.
Ficam aqui alguns dados:
1- À variedade MON863 foi feito um estudo toxicológico pela empresa produtora (a Monsanto) com o seguinte resultado -» alterações de crescimento e grave prejuízos na função hepática e renal dos animais de laboratório que consumiram esse milho.
2- A legislação portuguesa prevê que exista uma distância de cerca de 200mts entre 1 campo de milho transgênico e outra plantação.
3- A variedade mais conhecida do milho transgênico é o RRGA21, tolerante a um herbicida.
4- Já existem relatos de plantações transgênicas que contaminaram variedades locais.
5- Lia-se num texto relativo a um ensaio sobre transgênicos “…ensaios de investigação de pequena escala … não será utilizado …para alimentação humana ou animal … não são esperados efeitos directos para a saúde humana. Para apoiar esta suposição, …”
Até lá fica a seguinte pergunta: - Não irá você pensar duas vezes antes de retirar da prateleira do supermercado a bonita caixa de “Choco-Cereais? E o leite da vaca alimentada com milho transgênico? E os ovos das galinhas que comem milho transgênico? E…?”
O milho continua a ser um “sustento de vida”, tal como há 5000 anos atrás. Em causa está a qualidade dessa vida.
Cabe a cada um de nós ajudar a que alguém próximo tome consciência disto para que possamos vir a consumir o milho na sua forma original tirando partido de todos os seus benefícios.
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